Campagnolo e governador de SC assinam decreto proibindo liguagem neutra

Encontro aconteceu na última terça-feira (15/06) na Casa d´Agronômica, em Florianópolis

O governo de Santa Catarina editou um decreto que veta o uso da linguagem neutra nas escolas públicas e privadas do estado. O decreto foi assinado nesta terça-feira (15) pelo governador Carlos Moisés (PSL) e entrou em vigor nesta quarta (16). Segundo o governo catarinense a decisão atende a uma sugestão da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL).

A assinatura foi realizada pelo governador Carlos Moisés, a deputada Campagnolo e uma das estudantes catarinenses que denunciou a utilização da linguagem neutra na escola em que é aluna. O ato também foi acompanhado pelo secretário da Educação, Luiz Fernando Vampiro.

A medida afeta o material didático, as provas, a grade curricular, comunicados e editais de concursos. O decreto não menciona especificamente a linguagem neutra, mas determina que a norma culta da língua portuguesa seja adotada em qualquer tipo de material produzido pelas escolas.

A deputada estadual Ana Caroline Campagnolo destaca que o uso da linguagem neutra criaria um terceiro gênero linguístico - além do feminino e masculino - e traria problemas de adaptação para crianças surdas e disléxicas em fase escolar, dificultando ainda mais o aprendizado.

“É muito importante para o Estado ser o pioneiro na defesa dos direitos dos alunos, porque é disso que se trata, direito de aprender a norma culta e como ela está estabelecida ao longo dos séculos”, pontuou a deputada.

No dia 30 de maio, durante uma sessão ordinária, a deputada Campagnolo discursou sobre o uso da linguagem neutra e relembrou o seu Projeto de Lei 357.5/2020 que estabelece medidas protetivas aos direitos dos estudantes de Santa Catarina ao aprendizado de língua portuguesa.

"Na época em que protocolei esse projeto, me senti propondo uma loucura pela reação de alguns parlamentares aqui da Casa. Naquele momento eu não consegui trazer denúncias que justificassem esse projeto, mas agora eu tenho, porque chegaram até mim", afirmou.

A deputada apresentou no telão do Plenário imagens de uma prova de Biologia de um colégio da capital em que aparece a palavra “alune” ao invés de aluno. Também destacou uma publicação da UDESC, convidando para uma “roda de egresses”, ressaltando que “todes estão convidades”.

A chamada linguagem neutra é defendida por parte dos militantes LGBT como uma forma de evitar o que, na visão deles, constitui o viés machista e transfóbico da língua portuguesa. Um dos princípios da linguagem neutra é a substituição dos pronomes “dele” e “dela” por palavras como “dili” ou “delx”, ou ainda a troca de todos e todas por todes ou todxs.

Sobre

Eleita com 34.825 votos pelo PSL como a Deputada Estadual mais jovem de Santa Catarina e única mulher conservadora do parlamento. É itajaiense, professora de História e pós-graduada em Literatura Portuguesa. Autora do livro: "Feminismo — Perversão e Subversão".

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